terça-feira, 31 de maio de 2016

MÊS DE MAIO, MÊS DA FAMÍLIA

Dia 31 de Maio, Dia dos Irmãos.
A APFN recorda-nos isto e mostra-nos muito mais.

DA LITERATURA AMERICANA

Quanto mais prosa americana leio mais me convenço que a sua obra-prima é A Letra Encarnada de Nathaniel Hawthorne. Em boa hora Pessoa a traduziu.

DEFESA DA ESCOLA.

sábado, 28 de maio de 2016

OS TRÊS PASSOS DE UMA REVOLUÇÃO NACIONAL

Primeiro, os iconoclastas destroem os símbolos do sistema vigente; de seguida, os ideólogos disseminam uma nova doutrina; finalmente, os militares tomam conta do poder esvaziado.
No 28 de Maio de 1926, os futuristas portugueses fizeram a primeira parte, os integralistas lusitanos a segunda e os tenentes de Gomes da Costa (outrora cadetes de Sidónio) a terceira. 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

DA LITERATURA

A literatura pura e dura (sem ilustrações nem nada) é por excelência a arte da meia-idade e da maturidade porque só nessa fase da vida já vimos e vivemos o suficiente para conseguir traduzir em pessoalíssimas imagens mentais as palavras que lemos. 

ALPHAVILLE DIXIT


DA MEIA-IDADE

A crise de meia-idade traz sempre uma de identidade. Combater ambas com energia e iniciativa é garantia de matar dois coelhos de uma só cajadada.

FOREVER YOUNG

Festa de 50 anos. Belo lugar. Ambiente mais do que perfeito. Bom som. Excelente música. Com concerto pelo meio e tudo. Dancei até cair. Literalmente. Estar com amigos que o são desde os 12 anos é o verdadeiro elixir da juventude. Ao pé deles somos eternamente jovens. 

DÚVIDA EXISTENCIAL

Dizem-me queridos antigos alunos que recentemente viram episódios do Pop Off — programa que tive a honra e o prazer de co-realizar in illo tempore — na RTP Memória. Será que quando chegamos à RTP Memória estamos arrumados?

quinta-feira, 26 de maio de 2016

FESTA DE GUARDA DO CORPO DE CRISTO

Procissão Corpus Christi, 1913
AMADEO DE SOUZA-CARDOSO (1887 — 1918)
Óleo sobre Madeira, 29 x 50,8 cm
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, Lisboa.

AO CUIDADO DOS FUTUROS CHEFES NACIONAIS OCIDENTAIS (2)

Não odeies o inimigo pois isso tira-te discernimento e impede-te de o vencer.

AO CUIDADO DOS FUTUROS CHEFES NACIONAIS OCIDENTAIS (1)

Nunca deixes que o inimigo descubra o que estás a pensar.

terça-feira, 24 de maio de 2016

QUEM É ANTÓNIO LOPES RIBEIRO?

António Lopes Ribeiro (Lisboa, 1908 — Lisboa, 1995) é cineasta, jornalista e crítico de Cinema. Entenda-se aqui a palavra cineasta na sua acepção total: Lopes Ribeiro foi realizador, argumentista, produtor, director artístico e montador. Temos, assim, um homem que respira Cinema.

Estudou engenharia no Instituto Superior Técnico, mas logo o abandonou, em 1929, para se entregar à Sétima Arte a tempo inteiro.
Nos anos 20, dedica-se ao jornalismo; e, estreia-se na crítica cinematográfica no Diário de Lisboa com uma página própria, «Arte Cinematográfica — O Claro-Escuro Animado», onde usa as iniciais A. R. e o pseudónimo Retardador, a partir de 1927; esta rubrica terá sido a primeira — em todo o Mundo — dedicada exclusivamente ao Cinema num jornal diário. De seguida, funda e dirige as revistas especializadas Imagem (1928), Kino (1930) e Animatógrafo (1933). Colabora ainda, ao longo de toda a sua longa vida, nas seguintes publicações, entre outras: A Bola, Diário Popular, Cine-Jornal, A Revista de Portugal e A Rua.
Inicia-se como realizador, em 1928 — aos 20 anos de idade —, com o documentário artístico Bailando ao Sol. Lança-se, a partir daí, numa carreira que terá mais de 100 títulos e que só será interrompida — à força! — em 1974. Nessa vasta Obra, encontramos documentários, adaptações literárias, dramas, e comédias. O arranque da sua actividade cinematográfica encontra-se fortemente enraizado nos conhecimentos técnicos que adquiriu em visitas aos estúdios alemães e russos (um bom exemplo do amor à arte e à estética quebrando fronteiras políticas e ideológicas).
Foi, enquanto teórico, um apologista do Cinema Sonoro, contrariando muitos dos seus camaradas de ofício da época, que viam no Sonoro um desvirtuar do Cinema como forma de expressão artística, pois passaria a ser — segundo eles — um mero meio de reprodução da realidade. Lopes Ribeiro viu, antes de todos, que o Som — se bem utilizado — poderia ajudar o Cinema a crescer como Arte. Assim foi.
Os seus documentários são, na sua maior parte, encomendas do Estado Novo, através de vários Organismos. Mostrar-se-á, neste domínio, um Autor rigoroso, do ponto-de-vista histórico, e com um fino sentido estético. Destacaria, nesta área, os seguintes documentários: A Exposição do Mundo Português (1941), Inauguração do Estádio Nacional (1944), A Morte e a Vida do Engenheiro Duarte Pacheco (1944), O Cortejo Histórico de Lisboa (1947), Jubileu de Salazar (1953), Rainha Isabel II em Portugal (1957). Se quisermos conhecer a História de Portugal do Século XX, teremos de vê-los a todos — dezenas de títulos, de semelhante nível técnico-artístico e igual valor histórico, repartidos entre curtas-metragens e longas-metragens documentais. Um olissipógrafo que se preze deverá visionar os seus documentários sobre Lisboa, antes de escrever o que quer que seja sobre a antiga Capital do Império.
Quanto ao Cinema de ficção, Lopes Ribeiro saberá integrar muito bem nas suas equipas um conjunto de luxo de técnicos provenientes da Alemanha, e assegurar, desta forma, um sentido visual apurado — na luz, nos enquadramentos, e nos movimentos de câmara — nos seus filmes. A sua primeira longa-metragen de ficção — Gado Bravo (1934) — irá logo deixar bem à vista do público essas marcas. Note-se que a propósito desta fita rodou um documentário («making-of», no vocabulário técnico de hoje; coisa inédita à época).
António Ferro — que sabia, como ninguém, detectar talentos — vai desafiá-lo a rodar uma película sobre a Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, a fim de Comemorar os seus 10 anos. O argumento é escrito por António Lopes Ribeiro e pelo próprio António Ferro (com os pseudónimos de Baltazar Fernandes e Jorge Afonso, respectivamente) e terá a produção assegurada pelo Secretariado de Propaganda Nacional. Sobre esta fita — A Revolução de Maio (1937) —, não resisto a relembrar aqui o sucedido, há uns anos, quando algum «especialista» de programação da RTP decidiu exibir este filme, no 1.º de Maio, julgando tratar-se de uma película panegírica da data...! Ia caindo o Carmo e a Trindade!...
A partir de 1938, na sua nova responsabilidade de director artístico da Missão Cinegráfica às Colónias de África, visita e trabalha — supervisionando e dirigindo produções — nas Províncias Ultramarinas. Resultante desta aproximação a África, surge Feitiço do Império (1940); ainda hoje um filme de grande escala e enredo cativante, e a necessitar de urgente reposição para que as novas gerações digam de sua justiça.
Em 1941, cria as Produções Lopes Ribeiro, com o objectivo de produzir longas-metragens de ficção, ou filmes de fundo, entre os quais temos a nata do Cinematografia Portuguesa do Século XX: O Pátio das Cantigas (1942), de Francisco Ribeiro (seu irmão «Ribeirinho»); Aniki-Bóbó (1942), de Manoel de Oliveira; Camões (1946), de Leitão de Barros; para além de todas as Comédias Portuguesas que iluminaram a Época de Ouro do Cinema Nacional.
Para podermos avaliar convenientemente a genialidade heterodoxa deste Autor, esplanada em géneros cinematográficos tão distintos, basta referir O Pai Tirano (1941), que representa um certo paradigma da Comédia Portuguesa, e Amor de Perdição (1943), exemplo perfeito de como se pode obter êxito comercial com adaptações de qualidade de clássicos da Literatura Portuguesa.
Toda esta Obra Cinematográfica foi construída a par de uma outra carreira como Homem de Teatro. Fundou a Companhia «Os Comediantes de Lisboa», que actuou sucessivamente no Teatro da Trindade, no Teatro Avenida, e no Teatro Apolo; e, em 1952, fundou o «Teatro do Povo», que levou à cena desde Gil Vicente até peças da sua própria autoria.
Numa outra frente, traduziu Tchekov, Maeterlinck, Pagnol, Maugham e Giradoux, entre outros.
Como escritor, publicou O Livro de Aventuras (1939) e O Livro das Histórias (1940) — colectâneas de sonetos e poemas; editou ainda as várias compilações das suas crónicas, destacando-se: Esta Pressa de Agora (1962), Anti-Coisas & Tele-Coisas (1963) e Belas-Artes & Malas-Artes (1964).
Na televisão, ficou na memória de várias gerações de famílias portuguesas com o seu programa semanal Museu do Cinema, fazendo dupla com o famoso pianista «mudo» António Melo, entre 1957 (ano de fundação da RTP) e 1974 (ano do não desejado fim da sua brilhante carreira).
Homens destes já não existem hoje, em 2016. Saibamos merecê-los; e, para isso, comecemos por conhecê-los.

Nota: Artigo escrito para a revista Alameda Digital. Republicado em novas versões nos blogues Eternas Saudades do Futuro e Jovens do Restelo e no jornal O Diabo.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

FILME CLÁSSICO PORTUGUÊS DO CINEMA DE PROPAGANDA NACIONAL

A Revolução de Maio (Portugal, 1937), de António Lopes Ribeiro, hoje, às 22 horas, na RTP Memória.

INSPIRAÇÃO E REFERÊNCIAS NAS LETRAS

Como seriam Eça sem Ramalho, Pessoa sem Sá-Carneiro e Agustina sem Camilo?

DO CINEMA AMERICANO

O cinema americano conta histórias com muito espaço, pouco tempo e grande velocidade. Reside aí o segredo do seu fascínio.

DA LITERATURA AMERICANA

A literatura americana conta histórias com muito espaço, pouco tempo e grande velocidade. Reside aí o segredo do seu fascínio.

domingo, 22 de maio de 2016

MARXISMO CULTURAL VERSUS DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA

O desgoverno laico, republicano e socialista decidiu retirar o apoio a vários colégios, muitos deles católicos. A acção faz parte de todo um agressivo programa ideológico. Os colégios continuarão, graças a Deus e à sua qualidade, a funcionar. Contudo, fruto dessa malévola atitude, os alunos mais pobres deixarão de poder estudar neles. Fica assim por cumprir a importante função social que estes estabelecimentos de ensino têm. Consiste esta muito simplesmente em, pondo em contacto pessoas de proveniências diversas, criar uma harmoniosa sinergia cultural que transcenda a origem social de cada um. O catolicismo tradicional orgânico é isto, bem expresso na Doutrina Social da Igreja. Mas esta malta não gosta.

FELIZ COINCIDÊNCIA

O novo Chefe de Estado vê o seu Clube do coração vencer a Taça de Portugal. Parabéns ao Braga, que merece isto e muito mais. Boa sorte para os guerreiros do Minho, nessa Europa do Futebol.

sábado, 21 de maio de 2016

TODA A GERAÇÃO TEM O SEU SOM

O da beat é o bop, o da minha é o rock.

domingo, 15 de maio de 2016

VIVA O BENFICA!

 
Não sendo meu hábito escrever aqui sobre Futebol, abro hoje uma excepção para referir o Benfica. Já agora, explico que não costumo falar deste assunto porque sou contra a profissionalização de todo e qualquer ramo dessa nobre actividade humana chamada Desporto. Dito isto, falo do Benfica na medida em que este grandioso e glorioso Clube transcende essa limitação, pois é uma comunidade de destino comum que tem muito mais a ver com uma Nação do que com uma simples agremiação ou empresa. Além do mais, possui uma dimensão universal; aliás, como o verdadeiro nacionalismo português, todo ele católico. Remato então dizendo que estou a ter neste Domingo uma grande alegria, como não tinha nesta matéria desde os meus queridos idos 11 anos de idade, quando o Benfica foi, na vez anterior a esta, vencedor, também por três vezes seguidas, do Campeonato Nacional.

BENFICA

Dá-me o 35.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

TEMPO DE NEVOEIRO


terça-feira, 3 de maio de 2016

RECORDANDO AS 14 OBRAS DE MISERICÓRDIA NO ANO SANTO DA MISERICÓRDIA

Obras Corporais:
1.ª — Dar de comer a quem tem fome;
2.ª — Dar de beber a quem tem sede;
3.ª — Vestir os nus;
4.ª — Dar pousada aos peregrinos;
5.ª — Assistir aos enfermos;
6.ª — Visitar os presos;
7.ª — Enterrar os mortos.
Obras Espirituais:
1.ª — Dar bons conselhos;
2.ª — Ensinar os ignorantes
3.ª — Corrigir os que erram;
4.ª — Consolar os tristes;
5.ª — Perdoar as injúrias;
6.ª — Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;
7.ª — Rogar a Deus por vivos e defuntos.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

MARAVILHOSO MÊS DE MAIO

Maio oferece-nos algumas das mais belas espécies de flores em todo o seu esplendor de aroma e cor. Algumas das mais belas mulheres que conheci também nasceram neste mês. Simbólica convergência.