quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

CRÍTICO, CINÉFILO, CINECLUBISTA, CINEASTA E TUDO!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

POEMAS DE ASSÉDIO

Leio alguns deliciosos motes que as damas da corte davam aos poetas e as sublimes glosas que estes produziam de volta e concluo perante o que se vai vendo e ouvindo hoje em dia que elas e eles seriam agora acusados de imediato de assédio e do diabo a sete. 

CAMÕES E A IDADE DE OURO DA LITERATURA PORTUGUESA

A Idade de Ouro da Literatura Portuguesa foi o século XVI. De tal forma que Portugal deu ao mundo inteiro, nessa centúria de Quinhentos, um dos maiores escritores universais de sempre.
E, porém, Luís Vaz de Camões é apenas o primus inter pares de uma extraordinária e irrepetível plêiade de autores portugueses constituída por Garcia de Resende, Diogo Brandão, Francisco de Sousa, Luís Henriques, João Roiz de Sá, João Rodrigues de Castel-Branco, D. João Manuel, condestável D. Pedro, Diogo Lopes de Azevedo, Jorge de Resende, Duarte da Gama, João Afonso de Aveiro, Gil Vicente, Francisco Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro, Afonso de Albuquerque (o próprio!), Cristóvão Falcão, António Ferreira, João de Barros, Fernão Mendes Pinto, Diogo do Couto, Diogo Bernardes, Pedro de Andrade Caminha, Frei Agostinho da Cruz, Francisco de Morais, Jorge de Montemor, Jorge Ferreira de Vasconcelos, António Ribeiro Chiado, Baltasar Dias, Simão Machado, António Prestes, Frei Heitor Pinto, Frei Tomé de Jesus, D. Frei Amador Arrais, Damião de Góis, D. Jerónimo Osório, et alii.
Mas foi também a partir deste altíssimo ponto, em que a Cultura Lusíada atingiu o seu luminoso auge, que se iniciou a decadência intelectual de Portugal. E assim continuou, salvo refulgentes intermitências, até hoje.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

DA CAMONIANA

Luís de Camões, de Henrique Barrilaro Ruas, Grifo — Editores e Livreiros, Lda., Lisboa, 1999.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A LÍNGUA COMO ARMA POLÍTICA

Tenho cá para mim como certo  e sabido que as línguas nacionais voltarão a ser, neste século de ressurreição dos nacionalismos, importantes instrumentos nas estratégias geopolíticas das nações: sejam elas, por um lado, já Estados, querendo fortalecer-se, defender-se ou expandir-se; ou, por outro, visando ainda a independência.
Portugal sabe bem o que isso significa, pois sofreu na pele, durante seis penosas décadas, o domínio político espanhol, o qual foi longamente preparado pelos castelhanos, ao infiltrarem o nosso País, logo desde o início do século XVI, com a sua cultura e a sua língua, perante o deslumbramento de muitos idiotas úteis que julgavam ser de bom tom falar e escrever nesse idioma vizinho. Assim, quando fomos política e militarmente anexados, o caldo cultural já estava feito e a resistência nacional foi quase inexistente. Desta forma se planeiam as conquistas e as revoluções: antes dos exércitos, avançam as artes e as letras.

DA CAMONIANA

Camões, a sua vida e a sua época, de Mário Domingues, Série Lusíada, Edição Romano Torres, Lisboa, 1968.

sábado, 6 de janeiro de 2018

DIA DE REIS E DA EPIFANIA DO SENHOR

Para celebrarmos enquanto os republicanos, laicos e socialistas que nos desgovernam deixarem, pois eles detestam Reis, não podem ver o Menino Jesus nem pintado e fogem como o diabo da Cruz. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

DE KUNDERA A HOUELLEBECQ

Para além dos «clássicos», que já atingiram a eternidade, consagrados pelo facto de passados cem anos sobre a sua morte continuarem a ser lidos, há os escritores do nosso tempo. Destes, é sempre um tiro no escuro apontar para os que pensamos se irão juntar àqueles. Não gasto muito tempo com esse exercício, mas cheira-me que o meu faro não me engana. Assim, considero ter sorte por alguns dos meus escritores contemporâneos preferidos, dos quais fui lendo os livros à medida que iam sendo publicados, darem sinais de virem pelas suas obras a tornar-se imortais.
Dito isto, confesso que o prazer que tenho retirado, no início deste milénio, da leitura de Houellebecq só é comparável ao que tive, nos anos 80 do século passado, com Kundera. São romancistas de mão cheia, bom gosto e fino — mas mui cortante — humor; enfim, senhores de um estilo próprio, inconfundível e incomparável.
Mas há mais: Se Kundera foi premonitório na implosão do totalitarismo comunista a leste, Houellebecq perfila-se como visionário da queda do mundialismo demo-liberal a ocidente. Ambos escritores do espírito, vivem, testemunham e, inteligentemente criticando, aceleram — à sua maneira, e de que maneira!— o fim do materialismo na Europa. 

DO FAZER A TEMPO E HORAS

Mais vale feito hoje do que perfeito amanhã.

DA SABEDORIA POPULAR PORTUGUESA

Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

OBSERVATÓRIO DO IMPÉRIO PORTUGUÊS

O Mundo É Pequeno, de W. Somerset Maugham, tradução portuguesa de Maria Tereza Amado Neves (título do original inglês: The Narrow Corner), Editorial Minerva, Lisboa, 1946.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

SANTIAGO

Santiago Apóstolo, cujo dia se celebra a 25 de Julho, é o Padroeiro da Guerra Santa contra o Islão. Daí ser igualmente conhecido por Santiago Mata-Mouros. «Santiago!» era portanto o grito de guerra que os exércitos Cristãos usavam contra os muçulmanos durante as batalhas da Reconquista.
Terão os Portugueses que fizeram deste nome o mais registado nos nascimentos de 2017  — como já acontecera em 2016 — consciência desta conotação tão politicamente incorrecta?...

MELHOR CANÇÃO DE PASSAGEM DE ANO DE SEMPRE


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

PARA A COMPREENSÃO DAS NOVAS DINÂMICAS NACIONAIS ANTI-MUNDIALISTAS

Bárbaros e Iluminados — Populismo e Utopia no Século XXI, de Jaime Nogueira Pinto, Publicações Dom Quixote, Alfragide, 2017.

PERCURSO DE NATAL

Testemunhas de um Facto, de João Seabra, Edições Tenacitas, Coimbra, 2017.

PROPOSTA POLÍTICO-ECONÓMICA SOBRE OS FERIADOS RELIGIOSOS

Os feriados religiosos deverão passar a ser gozados apenas pelos católicos, pois só estes cidadãos têm Algo (Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus; Sexta-Feira Santa; Páscoa; Corpo de Deus; Assunção de Nossa Senhora;  Todos os Santos; Imaculada Conceição; Natal do Senhor; etc.) a celebrar nesses dias.
Além de acabar com a hipocrisia e repor a justiça nesta matéria, esta medida trará enormes vantagens para a produção nacional porque a restante população trabalhará nessas datas.

sábado, 23 de dezembro de 2017

O NATAL VISTO POR UMA PINTORA PORTUGUESA

Adoração dos Pastores, 1669
JOSEFA DE ÓBIDOS (1630 — 1684)
Óleo sobre Tela, 150 x 184 cm
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa

BIS: QUELQU'UN M'A DIT QUE TU M'AIMAIS ENCORE


ESTA MIÚDA GIRA FAZ HOJE ANOS E NÓS GANHAMOS EM OUVI-LA


MAIS UM ÓPTIMO PRESENTE DE NATAL EM LINHA

Chegou a nova série da histórica revista Alameda Digital.

UM ÓPTIMO PRESENTE PARA TODOS AS FAMÍLIAS

Durante esta Santíssima Quadra encontra-se excepcionalmente aberto a todos e à distância de um clique o maior site de genealogia do mundo: Geneall.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

LEITURAS DE NATAL

Natal... Natais — Oito Séculos de Poesia sobre o Natal, antologia organizada por Vasco Graça Moura, edição do jornal Público, Lisboa, 2005.
Livro obrigatório numa biblioteca portuguesa. Poemas de Natal, da autoria dos melhores Poetas Portugueses, numa bela edição, com capa dura e tudo.
Pequeno Presépio de Poemas de Natal, Rodrigo Emílio, Antília Editora, Porto, 2005.
Livro póstumo, livro eterno.

DIÁLOGOS CINE-LITERÁRIOS DE ANTOLOGIA

Diz o novo proprietário do palácio:
— Tire umas férias e vá viajar.
Responde o velho mordomo:
— Não preciso, obrigado.
Insiste o arrivista:
— Você nunca viu o mundo.
Remata o sábio:
— O mundo dantes vinha a esta casa.

UMA PÉROLA NO MEIO DO LIXO TELEVISIVO

A Retratista da Rainha. Vale muito a pena visionar com toda a atenção do mundo este maravilhoso documentário em dois episódios sobre a pintora francesa do Ancien Régime Elisabeth-Louise Vigée-Le Brun.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

SOLSTÍCIO DE INVERNO

Não podia haver melhor entrada no Inverno do que relendo Jean Mabire e contemplando o longo crepúsculo púrpura que encerra com chave de ouro o dia mais curto do ano.